#kanjilearning – WaniKani

Enquanto a viagem ainda não rola, vou aproveitar esses dias de semi-folga que me restam e fazer as trezentas reviews que eu devo para o Mundo – a primeira delas é para os kouhais (e senpais da vida, por que não? Estaria eu sendo pretensiosa?) que padecem na sofrida aventura de aprender kanjis.

Preciso confessar que sou uma pessoa muito (mas MUITO mesmo, de verdade) preguiçosa para estudar alguma coisa que exija certa rotina e não esteja minimamente inserida no meu cotidiano (talvez a USP tenha me condicionado dessa forma – ler tudo na última semana, fazer trabalho de virada com a esperteza que Deus me deu e assim garantir um 8 ou 9, mas enfim, jamais saberemos), logo, sou daquelas que necessita sempre de um estímulo fascinante que drible essas minhas fraquezas rumo ao gol da plena memorização desse sistema de escrita do Inferno. Sempre fui uma pessoa dos joguinhos e métodos de aprendizagem alternativos, também, e meus alunos de português cansaram de construir comigo jogos de tabuleiro dos movimentos literários, batalhas navais de regência verbal e jogos da memória das orações subordinadas, então já deu pra ter uma ideia do que virá pela frente.

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Eu, obviamente, serei em breve a gordinha com o poder de segurar a boca do jacaré (ou apenas uma gordinha, mesmo)

Conheci o WaniKani por indicação de um colega de turma da época da Aliança e, confesso, deixei o trem virginalmente instalado no meu celular por ERAS até o momento em que caí em mim que a bolsa da Kendai tinha efetivamente saído e eu deveria fazer algo a respeito para não passar aperto com os kanjis nos primeiros dias do intercâmbio. E, claro, isso não deveria se resumir às apostilas e métodos tradicionais: eu deveria trabalhar meus vícios e canalizá-los para o japonês, de forma a substituir a olhadela mecânica e compulsiva no feed do facebook por reviews e quizzes periódicos no smartphone. Baixei o Ohayou (resenha em breve, prometo) para treinar o chôkai e, como era de se esperar nesta review, finalmente abri o WaniKani.

A ideia do app é estabelecer uma espécie de competição consigo mesmo: a cada nível, em uma primeira etapa, você é apresentado a um determinado número de radicais, kanjis ou palavras (sinalizadas respectivamente pelas cores azul, rosa e roxo) para, em seguida, fazer quizzes repetidamente até que, pelo número de acertos (ou guruzadas, como eu costumo carinhosamente dizer), você consiga desbloquear o conteúdo do próximo nível.

(Home do app e grupo de apps convidativo para os próximos posts – ignorem a coisa russa)

É melhor que Candy Crush, certamente, mas exige conhecimento de língua inglesa para entender as tiradinhas que eles utilizam para responder corretamente, no quiz, as palavras-chave do processo mnemônico dos radicais e o significado dos kanjis, por exemplo. Nem sempre os termos-chave para memorização dos radicais são o que eles realmente significam na etimologia, o que pode deixar alguns estudiosos da área ou puristas consideravelmente putos da vida, mas, enfim, nem tudo é perfeito (mas… sério que o segundo radical da imagem é uma arma?).

(da esquerda para a direita, porque somos ocidentais: hint em situação de erro de vocabulário no quiz; radical como nome facilmente memorizável *percebam a ironia na minha voz*; radical de nome duvidoso)

A ideia é que ocorra um aprendizado gradativo: ainda que seja meio demodê por se fundamentar na repetição, a internalização das leituras ocorre aos poucos, sem aquela fissura de já serem apresentadas a chinesa e a japonesa logo de uma vez para você decorar. As leituras em curso de internalização são reforçadas com o vocabulário do nível, que é apresentado com exemplos frasais na primeira etapa.

Além dos recursos do app, sei que a conta dá acesso ao fórum da comunidade no qual os users discutem vários tópicos não só relativos ao curso do app, mas também ao aprendizado do japonês de forma geral. Como isso não faz parte das minhas demandas em relação à plataforma, eis um recurso ainda a ser por mim explorado.

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Qual é o placar dessa belezinha? ✪✪✪✪✩

(Sempre podemos melhorar, né? Talvez apostar em um processo mnemônico com foco etimológico fosse um bom começo).

P.S. – respondendo à pergunta que não quer calar, eu ainda olho compulsivamente o feed do facebook – mas um pouco menos, já que tenho mantido o placar de, no mínimo, duas reviews diárias.

Lembrando que posso fazer mais resenhas de apps e materiais de japonês por aqui, afinal, tentar coisas novas para aprender essa língua do inferno foi o que eu mais fiz nos últimos quatro anos, haha. Deixem seus comentários ou sugestões abaixo (ou mandem um e-mail para o amanda.osti@gmail.com) que ficarei feliz em ajudar na medida dos corres 😉

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