Para quem deveria estar postando…

… um longo silêncio se seguiu ao último post. Em breve completo três meses de (às vezes sofrida) adaptação e tudo o que eu penso em escrever aqui extrapola aquela ideia inicial de documentar a minha viagem de forma leve, bem-humorada e tecnicamente expositiva. A questão é que, logo após um acontecimento, eis que acabo relegando ao instagram essa função e automaticamente qualquer registro subsequente ganha o selo automático da redundância. A redundância é maior ainda se pensarmos nos outros milhares de blogs que falam sobre Kyoto ou qualquer outro lugar daqui com uma tônica muito semelhante. Outra coisa que dificulta o trabalho por aqui é o fato de que blogs sempre serviram para mim mais como uma maneira de efetuar um balanço sobre os acontecimentos – coisas que eu percebo nas entrelinhas, conclusões particulares, planos futuros. Aliás, talvez seja principalmente por esse último motivo que eu talvez esteja meio desanimada com essa url.

No mais, o que eu tenho feito? Well, consegui realizar o sonho de ir para Kyoto (Nara só no outono, já que os passeios estão começando a ficar penosos por aqui com a chegada iminente do verão), realizei o outro sonho de ter uma yukata genuinamente nipônica, aprendi a usá-la (com mil toalhas por baixo na altura da cintura, já que, segundo as senseis, “quem tem um corpo curvilíneo no estilo Angelina Jolie não apresenta um bom caimento para um quimono”) sob duras penas e fui a eventos brasileiros insólitos que materializam aquela clássica expressão Big in Japan, usada para bandas post-punk que queriam alçar a fama um tanto difícil em terras europeias.

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Com Laura-chan na aula de yukata.

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Com Maria e Mariko na viagem para Kyoto

Tenho estudado bastante, também, e já consigo lidar com situações cotidianas em japonês sem grandes problemas, mas ainda falta algo. É aquela altura da aprendizagem em que a compreensão já é razoável, mas ainda é repleta de buracos, se é que me entendem. R. disse para mim logo no início que acreditava que a minha fluência viria lá para os idos de Setembro, e talvez seja verdade, mesmo. Enquanto isso, a pesquisa segue a passos de tartaruga, mas meu tutor, o Prof. Kawabata, já me indicou um jovem pesquisador especializado em Futabatei Shimei. Pretendo travar contato com ele no segundo semestre – assim que a minha fluência começar a aparecer.

Eu poderia falar aqui também sobre as constantes tensões que eu tenho vivido enquanto gaijin com os japoneses – ainda mais com os rumos insanos que a Humanidade anda tomando nos últimos tempos – mas acredito que esse assunto mereça um post isolado. Enquanto isso, vou tocando as coisas por aqui – tarefas e estudo diário inclusos, que preciso fazer ainda hoje.

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